Brasil

Universidade proíbe participação de alunos em jogos e trotes após vídeos polêmicos

A Universidade São Camilo proibiu a participação de alunos em jogos e trotes após a divulgação de vídeos polêmicos. No comunicado, feito na sexta-feira (22), a faculdade também informou que não expulsará os estudantes envolvidos, mas que aplicará medidas socieducativas, “pois é uma questão estrutural, que precisa ser mudada de forma eficaz”, escreveu.

Em meio ao caso dos alunos de medicina da Unisa (Universidade Santo Amaro) filmados participando de uma “masturbação coletiva”, os estudantes da São Camilo também foram gravados em cenas polêmicas.

Em um deles, cerca de 15 jovens aparecem deitados lado a lado no chão. Uma estudante, que está de pé, abaixa as calças, enquanto um outro envolvido vira uma taça com bebida, que escorre pelas nádegas da jovem, pela sua genitália, e cai sobre os rostos dos alunos que estão deitados.

Um outra imagem mostra, também, os alunos da São Camilo fazendo um “paredão de nádegas”, no mesmo evento em que houve a “masturbação coletiva”.

A proibição da participação dos estudantes nesses jogos é por tempo indeterminado, afirmou a universidade. “Entendemos que tais atitudes merecem atenção, uma vez que a exposição pública de suas imagens pode comprometer suas carreiras como futuros profissionais da saúde. Nossa vocação pela formação técnica e humanista nos leva a mantê-los em nosso corpo discente, submetidos a medidas socioeducativas”, pontua.

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‘Masturbação coletiva’

Um grupo de alunos da Unisa foi filmado participando de uma “masturbação coletiva” durante um jogo de vôlei feminino válido pela Copa Calomed 2023, que foi sediado em São Carlos, no interior de São Paulo. O torneio aconteceu entre os dias 28 de abril e 1º de maio, mas as imagens só vieram à tona nesta segunda-feira (18), e os vídeos viralizaram nas redes sociais.

A SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo) passou a investigar o caso, e o MEC (Ministério da Educação) notificou a universidade logo após a repercussão das imagens. Em nota, a Unisa informou que expulsou, ao menos, sete envolvidos. Ainda segundo a unidade de educação, outros envolvidos também terão a mesma punição assim que forem identificados.

O grito de guerra da Atlética de Medicina da Unisa também passou a ser investigado por fazer apologia ao estupro. Entre as frases consideradas obscenas no grito de guerra está “enfia o dedo nela”.

Estudantes da Unisa relataram que atos desse tipo, apesar de não ser praticados por todos, é “muito comum” em jogos e festas universitárias.

“Estão todos indignados e aborrecidos pela nossa faculdade estar sendo tão mal falada e desmoralizada por causa dessa atitude, que a gente repudia. Acontece que, infelizmente, é comum no meio universitário. E outras faculdades também estão envolvidas e também fazem isso”, relata uma estudante de medicina que concordou em falar com a reportagem sob anonimato.

A Unisa informou que colabora com as autoridades públicas para a elucidação dos fatos.

R7*

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